Biblioteca Viva

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Os Fantásticos LIVROS VOADORES do 5.º E

Em novembro, foi a vez de os alunos do 5.º E se deslocarem à Biblioteca Escolar a fim de conhecerem o premiado filme «Os Fantásticos Livros Voadores do Senhor Morris Lessmore».

Após o atento visionamento deste belíssimo filme de animação, os alunos caracterizaram as personagens, identificaram tempos, descreveram espaços, reconstituíram a ação, discutiram ideias, descobriram sentidos…
E assim nasceu o conjunto dos fantásticos trabalhos que aqui deixamos.



Muitos parabéns a todos os alunos pelo dedicado trabalho que desenvolveram e pela sensibilidade demonstrada.

terça-feira, 12 de abril de 2016

INÊS DE CASTRO A LER +


Na manhã do dia 15 de março, os alunos do 5.º B e do 5.º C da Escola Inês de Castro juntaram-se aos colegas das Escolas de Taveiro, Martim de Freitas, Quinta das Flores e S. Silvestre, para, todos juntos, na Casa da Cultura de Coimbra, celebrarem o encontro com a escritora Ana Maria Magalhães.
Vestidos a rigor, os alunos do 5.º B apresentaram o belo trabalho «Receita para Viver Aventuras», a que se seguiu a divertida dramatização, pelos alunos do 5.º C, do 1.º capítulo da obra Uma Aventura na Quinta das Lágrimas.

Parabéns a todos os alunos pelo seu excelente desempenho!



segunda-feira, 11 de abril de 2016

CONCURSO «HÁ POESIA NA ESCOLA» | 7.ª Edição

CONCURSO DE POESIA 2016 - RESULTADO FINAL

1.º CICLO

1.º prémio

Francisca Melo Barraca
EB1 Ribeira de Frades – 3.º ano
Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste

2.º CICLO

1.º prémio

Lara Silva
EB 2,3 Inês de Castro – 5.º C – n.º 9
Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste

  
3.º CICLO
3.º prémio

Mariana Pessoa
EB 2,3 Inês de Castro – 7.º C – n.º 14
Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste

Poemas a Concurso - Livro digital


quarta-feira, 23 de março de 2016

«LAÇOS DE LEITURA»


Na firme convicção de que a leitura cria laços entre o leitor e o texto, entre o texto e outros textos, entre o leitor e outros leitores, os alunos do 7.º C resolveram convidar pais, encarregados de educação e familiares para uma «aula aberta», na Biblioteca Escolar, em torno da obra de Miguel Torga.
A adesão à iniciativa não poderia ter sido mais gratificante!

E a Ana Margarida deu voz a uma opinião generalizada:
«Foi uma atividade muito importante para desenvolver a relação entre pais, filhos, familiares, professores, escritores… Apercebemo-nos de como é bom partilhar uma aula com as pessoas de quem mais gostamos. Foi uma manhã divertida, em que sentimos bem que todos estamos ligados de alguma forma.»

Fica o registo fotográfico, a acrescentar à feliz memória que momentos como estes deixam em quem neles participou...

     

OS BICHOS VIERAM À ESCOLA…


E à espera deles estavam, curiosos e entusiasmados, os alunos do 7.º e 8.º ano.
Nas aulas da disciplina de Português, tinham lido e analisado os contos «Tenório» e «Miura», da obra Bichos, de Miguel Torga, e queriam muito conhecer a leitura cénica que deles tinha feito a companhia de teatro «AtrapalhArte».

O encontro de leituras não poderia ter sido mais feliz…

                    

segunda-feira, 7 de março de 2016

DIA ESCOLAR DA NÃO VIOLÊNCIA E DA PAZ


No dia 30 de janeiro, sábado, comemorou-se o Dia Escolar da Não Violência e da Paz, assinalando-se a data da morte de Mahatma Ghandi (1869-1948). No dia anterior, a Biblioteca Escolar e as docentes do Departamento de Línguas (Português - 2º Ciclo) da EB 2,3 de Inês de Castro levaram a cabo uma atividade de sensibilização para os valores fundamentais da tolerância, solidariedade e respeito mútuo, procurando chamar a atenção dos alunos para a necessidade de uma educação permanente para a Paz e a Não Violência.
               Os alunos redigiram frases alusivas ao tema, sendo depois divulgadas a toda a comunidade escolar sob a forma de pombas brancas e marcadores de livros.


 O mais perfeito ato do homem é a paz.

                                                   E por ser tão completo, tão pleno,

        em si mesmo, é o mais difícil.    


Ana Matilde Santos e Diana Vaz  - 6.º C


                                                             Paz, liberdade de escolher

                                                             Viver num mundo colorido

                                                             De abraços e mãos dadas

                                                            Dando à vida outro sentido.
Iara Rocha e Cátia Silvano - 6.º B

 



 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Abram alas...

 ... e deixem passar músicos e princesas, burros e rainhas, ervilhas, galos, gatos e cães! O espetáculo vai começar!
 
Nos dias 16 e 17 de novembro, a Biblioteca Inês de Castro recebeu a visita da companhia teatral ATRAPALHARTE e do seu mais recente espetáculo, «ESTENDAL DE CONTOS», baseado nas obras «A princesa e a ervilha», de Hans Christian Andersen, e «Os músicos de Bremen», dos Irmãos Grimm. Sabendo da notícia, logo acorreram os alunos do 4.º ano da EB1 de Cruz de Morouços, EB1 da Póvoa de S. Martinho, EB1 de Fala, EB1 de Espírito Santo das Touregas, EB1 de Almas de Freire e EB1 de S. Martinho do Bispo. Não querendo ficar atrás, juntaram-se-lhes os alunos do 5.º A, 5.º B, 5.º C, 6.º A, 6.º B e 6.º C.


E foi assim a festa…




Nas aulas da disciplina de Português, antes de verem o espetáculo, os alunos estudaram os contos «A Princesa e a Ervilha» e «Os Músicos de Bremen».
Depois da festa, os alunos do 6.º B escreveram a seguinte notícia:

«AtrapalhArte» na Inês de Castro       
 Nos dias 16 e 17 de novembro, a Escola Inês de Castro recebeu a Companhia de Teatro “AtrapalhArte” para a apresentação do seu mais recente espetáculo “Estendal de Contos”.
           As turmas do 4.º, 5.º e 6.º ano foram bastante recetivas a esta atividade promovida pela Biblioteca Escolar, que consistiu na adaptação teatral dos contos “A Princesa e a Ervilha“, de Hans Christian Andersen, e “Os Músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm, cuja leitura é recomendada pelas Metas Curriculares de Português do 4.º e 6.º ano.
        À semelhança de anos anteriores, a Escola Inês de Castro recebeu, com entusiasmo, esta Companhia, sendo uma das primeiras escolas do país a assistir a este espetáculo. De referir que o mesmo se encontra em digressão pelas escolas de norte a sul do país e já se encontra esgotado até ao final do ano letivo.
                Os alunos da Inês de Castro ficam à espera do próximo espetáculo desta companhia, em 2016.  
                                                                       Texto coletivo - 6º B

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A RAPARIGA QUE ROUBAVA LIVROS





Eis alguns comentários que os alunos quiseram deixar registados:

«Gostei muito do filme… Muito marcante. Estou sem palavras…»
«O que me vai na alma é que gostei muito do filme…»
«É difícil acreditar no horror que a Humanidade é capaz de fazer. Como é possível ser tão inteligente e tão ignorante ao mesmo tempo? 
Com isto, só tenho uma coisa a dizer: temos muito que aprender!»

«Sem palavras!»

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

«Dar Voz aos Afetos…»

Na cinzenta e chuvosa manhã do dia 13 de fevereiro, Florbela Espanca, William Shakespeare, Carlos Drummond de Andrade, Eça de Queirós e Fernando Pessoa iluminaram a nossa biblioteca, pela mão e pela voz dos sete mais recentes e corajosos elementos da Trupe Leal Conselheiro, dinamizada, como é sabido, pela alquimista e professora Ana Paula Santos.
À sua espera, encontravam-se os alunos do 9.º A, 9.º B e 9.º C
A expectativa era grande…







 Que bom foi ver e ouvir «A quadrilha», na deliciosa versão das alunas do 9.º C Clara Albino, Érica Pontes, Maria João Silva e Renata Cardoso
 
 


 
Conheces o texto?
 
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
 Carlos Drummond de Andrade
 

E que dizer da bela leitura encenada de um excerto da obra Romeu e Julieta, de William Shakespeare?
 





O Pedro Marta, aluno do 10.º C da ES D. Duarte,
 
 
 
 
deu-nos a conhecer um outro Eça, lendo este excerto de uma carta do autor à sua futura esposa:
 
Cada Dia que Passa me Aproxima de Si

Bom! Recebo neste instante a sua carta escrita à luz de uma só vela - e tenho de retirar tudo, tudo, tudo o que escrevi! Pois acabou-se! Não retiro. A minha querida dizia no outro dia que devíamos mostrar um ao outro todos os estados de espírito em que tivéssemos estado. Mostro-lhe, assim, que estive hoje, ontem, antes de ontem num estado de impaciência por uma palavra sua, gemendo e queixando-me de «ne voir rien venir». E mostro-lhe assim o desejo de ter todos os dias, ou quase todos, um doce, adorado, apetecido e consolador «petit mot». [...]
  Eça de Queirós,  Carta a Emília de Resende (1885) 
 
E foi mesmo Florbela em pessoa que nos brindou com a sua presença e nos fez felizes…


        [...]  Tu tens-me feito feliz, como eu nunca tivera esperanças de o ser. Se um dia alguém se julgar com direitos a perguntar-te o que fizeste de mim e da minha vida, tu dize-lhe, meu amor, que fizeste de mim uma mulher e da minha vida um sonho bom; podes dizer seja a quem for, a meu pai como a meu irmão, que eu nunca tive ninguém que olhasse para mim como tu olhas, que desde criança me abandonaram moralmente, que fui sempre a isolada que no meio de toda a gente é mais isolada ainda. Podes dizer-lhe que eu tenho o direito de fazer da minha vida o que eu quiser, que até poderia fazer dela o farrapo com que se varrem as ruas, mas que tu fizeste dela alguma coisa de bom, de nobre e de útil, como nunca ninguém tinha pensado fazer. Sinto-me nos teus braços defendida contra toda a gente e já não tenho medo que toda a lama deste mundo me toque sequer.
 
Florbela Espanca,  Correspondência (1920)

 
E vejam só este espantoso Fernando Pessoa…
 
 



e o que ele nos leu:
 
Bebezinho do Nininho-ninho
 
Oh!
 
Venho só quevê pâ dizê ó Bebezinho que gostei muito da catinha d’ella. Oh!
E também tive munta pena de não tá ó pé do Bebé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequinininho!
Hoje o Nininho não vae a Belem porque, como não sabia s’havia carros, combinei tá aqui às seis o’as.
Amanhã, a não sê qu’o Nininho não possa é que sahe d’áqui pelas cinco e meia (1) (isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bébé espera pelo Nininho, sim? Em Belém, sim? Sim?

jinhos, jinhos e mais jinhos
Fernando
31/05/1920
 
(1) No original, há aqui o desenho de uma meia.



Terminámos em beleza, pela mão do Pedro Bento, aluno do 10.º C , e do Fernando Santos, aluno do 12.º C, que nos garantiram que só quem nunca escreveu cartas de amor é que é ridículo…
 


 
 

Todas as cartas de amor


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Fernando Pessoa






Os aplausos foram mais do que merecidos!
Muito obrigado e muitos parabéns a todos!