Biblioteca Viva

terça-feira, 6 de julho de 2010

E O VERDE ABRIU EM FLOR

No Parque Verde do Mondego, encontra-se um esplendoroso jardim de rosas, decoradas pelo engenho e arte dos alunos das Escolas da Rede de Bibliotecas Escolares de Coimbra.
Para que não deixem de visitar este espaço, aqui ficam algumas imagens que ilustram bem a qualidade do trabalho desenvolvido por todos…


domingo, 20 de junho de 2010

A AVENTURA DA ESCRITA

As Aventuras da Rosalina e do Joaquim é o título do conto nascido a partir de um desafio proposto pela Professora Alice Beja, no âmbito do Plano Nacional de Leitura.
Ocorreu à docente solicitar ao aluno António Bernardo Páscoa, que frequenta o 3.º ano de uma Escola do nosso Agrupamento, o desenho de uma mala, da qual poderiam sair diversos objectos. O desenho foi concebido e criadas duas personagens, em torno das quais veio a desenvolver-se um conjunto de fantásticas aventuras.
A primeira turma iniciou a aventura que foi evoluindo ao sabor da imaginação e fantasia dos alunos de todas as outras turmas do 3.º ano. Depois da viagem efectuada por seis escolas, aqui fica o resultado final, composto por texto e ilustração, fruto do desenvolvimento de competências de leitura e escrita de um grupo de alunos que tiveram a preciosa colaboração das suas professoras: Ana Lúcia Neves, Ângela Pires, Cecília Aguiar, Eugénia Elvas, Filomena Gama e Sílvia Costa.


sexta-feira, 11 de junho de 2010

PARABÉNS AOS NOSSOS LEITORES!

No mês de Maio, os alunos que mais livros requisitaram na nossa Biblioteca foram os seguintes:

MUITOS PARABÉNS A TODOS!

E foram estas as obras mais requisitadas no mês de Maio:

Melhores leitores? Obras mais requisitadas?
Vejamos como tudo se passou desde Janeiro…


terça-feira, 8 de junho de 2010

ESCOLA PARA QUÊ?

No âmbito da disciplina de História, alguns alunos da turma C do 9.º ano realizaram trabalhos de pesquisa sobre o Estado Novo. Um dos grupos entendeu que a concretização desse trabalho deveria passar pela organização de uma exposição de documentos e realização de uma sessão na Biblioteca da Escola, para a qual convidaram a professora Lurdes Santos, docente que os acompanhou ao longo de todo o 1.º Ciclo, e o professor João Ferreira, docente da disciplina de História nos 7.º e 8.º anos. Foi assim que, no dia 4 de Junho, pelas 15 horas, antigos professores e actual docente da disciplina responderam a todas as perguntas colocadas pelos alunos, que assim viram esclarecidas algumas das suas dúvidas acerca deste longo período da vida do nosso país.



Um dos aspectos mais curiosos da sessão resultou da leitura expressiva de textos seleccionados pelos manuais adoptados nesse período, poderosos e eficazes veículos de difusão da ideologia vigente.

No final da sessão, um dos alunos leu um excerto da obra Do Cinzento ao Azul Celeste, escrita por Ana Oliveira e magnificamente ilustrada por Helena Veloso, editada em Abril de 2009.





Esta obra conta-nos uma aula dos nossos dias, junto de alunos para quem a escola é “uma seca”, durante a qual a professora lhes narra uma história.

«Era uma vez o país do silêncio. Era uma vez um povo infeliz. Um país mergulhado na ignorância e no analfabetismo. Um povo proibido de pronunciar certas palavras, destruídas pelo lápis azul da censura, para não serem usadas: democracia, liberdade, igualdade…
Muitos meninos e meninas queriam ir à escola, mas só alguns tinham esse privilégio. […] Estudar era um luxo.»

A páginas tantas, a professora ganha coragem e exclama:

«Escola? Não, obrigado!
A escola não é necessária. Escola para quê?
Pessoas que vão à escola aprendem a ler.
Pessoas que lêem sabem mais!
Pessoas que sabem mais contestam.
Pessoas que contestam incomodam.
Pessoas que incomodam provocam mudança.
E mudança é coisa que uma ditadura não quer.»


Parabéns a alunos e professores por esta magnífica aula!

terça-feira, 1 de junho de 2010

O PRODIGIOSO DOM DA ALEGRIA QUE MORA NAS CRIANÇAS…

No dia 26 de Maio, pelas 14 horas, a Biblioteca do Agrupamento recebeu a visita de 45 alunos do 4.º ano da EB1 de Almas de Freire. À espera deles encontravam-se a Inês Simões, a Patrícia Henriques e o Pedro Silva, alunos do 9.º ano e excelentes leitores de contos. Começaram por se apresentar aos colegas mais novos e estes, por sua vez, responderam prontamente a todas as questões que lhes foram colocadas.
A excelente leitura dramatizada do conto “O vampiro que bebia groselha”, de Luísa Ducla Soares, permitiu-nos conhecer a invulgar e edificante história de vampirinho e toda a sua vampiresca família.


António Torrado foi o autor de três outras magníficas narrativas contadas pelos três magníficos: “A minha rica lã” (a história de uma inconsolável ovelha que exige de volta a sua lã), “À roda da Lua” (a proveitosa demonstração de como, há muitas e muitas centenas de anos, os velhos e sábios mandarins estiveram quase, mesmo quase a ir à Lua) e “Bolacha Maria” (o drama de uma bolacha Maria que, descontente com a sua sorte, exigia ser tratada por Dona Maria Emília de Melo e Sousa Trigo de Reboredo Farinha).


O conto O rapaz que tinha medo, escrito por Mathilde Stein e ilustrado por Mies van Hout, foi-nos dado a conhecer pelo professor Nelson, um exímio contador de histórias. Com ele, rimos e tememos o pior… Felizmente, o final desta deliciosa história mostra-nos que do outro lado do medo fica a liberdade e que nos cabe a nós procurá-la.



Os alunos de Almas de Freire quiseram, então, trocar presentes. Uma das turmas apresentou a belíssima declamação de três poemas. A outra turma, igualmente inspirada, ofereceu a todos um momento único: a Maria João Silva cantou o poema por si musicado “Canção da Estrada Larga” (da obra Espanta-Pardais, de Rosa Colaço) e toda a turma a acompanhou.
Foi um momento mágico!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

ERA UMA VEZ…

Quem resiste ao apelo destas palavras mágicas?

Os alunos do 4.º ano da EB1 de S. Martinho do Bispo, numa luminosa manhã de Maio, vieram à Biblioteca do Agrupamento ouvir as histórias que as contadoras Cátia e Dolores, da Biblioteca Municipal de Tábua, traziam na mala para lhes contar. O entusiasmo era grande e plenamente justificado.
A contadora Dolores, numa voz quente e melodiosa, começou o seu encantamento contando a história “A Bela Vassilissa”, um inquietante conto tradicional russo, em que não faltaram, como não podia deixar de ser, inocentes e malvados, bruxas e feitiços, merecidas recompensas e castigos de arrepiar.
Quando se está a salvo, que bom é sentir o medo dos outros…














Amélia quer um cão, de Tim Bowley, Mister Corvo, de Luísa Morandeira, e A princesa que bocejava a toda a hora, de Carmen Gil, foram as histórias com que a contadora Cátia nos encantou. Que bom foi ouvi-la falar do valor da gratidão, da persistência, da força de vontade e do inesgotável dom da alegria que mora nas crianças…










Depois de nos contar “A lenda do amor entre a lua e o mar” e “A mensagem dos pássaros”, a contadora Dolores pediu aos alunos que a ajudassem a entender por que razão o livro que tinha na mão, no qual aprendera várias das histórias que acabava de contar, teria como título Sementes ao Vento.
Feliz com a sua descoberta, uma aluna respondeu:

- As sementes são as histórias e nós somos o vento! Estamos a ouvi-las para depois as espalharmos pelas outras pessoas...”

Haverá melhor forma de concluir uma sessão de contos como esta?



sexta-feira, 28 de maio de 2010

SÃO ROSAS, SENHOR, SÃO ROSAS…

O Parque Verde da cidade de Coimbra vai ganhar novas cores. O Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares da Câmara Municipal de Coimbra (S.A.B.E) lançou um desafio a todas as Escolas do Agrupamento: decorar uma rosa de 1,70m, homenageando a cidade de Coimbra, para ser exposta, durante o Verão, no Parque Verde.
Eis o resultado do trabalho desenvolvido pelo nosso Agrupamento, cujos alunos e professores estão, desde já, de parabéns.




O Tiago Marques, aluno do 9.º ano, escreveu um belo texto de homenagem a Inês de Castro, do qual foram retirados os versos que se podem ler numa das faces da nossa rosa.

«Que culpa tinhas tu, rosa amada,
de ascendência castelhana ser?
Quando o Rei te deixa, desesperada,
o próprio filho consegue esquecer.



Nem a tua beleza, ó donzela,
impediu o terror de a ti chegar.
Valia mais uma horrenda cela,
para o poderoso Amor te libertar.



Esta homenagem te faço, espanhola.
Bem mereces isto, que é nada.
Tal como a nossa notável escola
Ser com o teu nome baptizada.»



Em breve, a nossa bela rosa irá juntar-se a todas as outras criadas pelos alunos das diferentes escolas de Coimbra, representando, assim, o nosso Agrupamento na Festa das Rosas.