segunda-feira, outubro 18, 2021

«A POESIA É PARA COMER»

 




No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Alimentação e numa articulação entre a Biblioteca Escolar, o PES, o ATL e o Clube de CN, os alunos do 7.º A decidiram convidar os alunos do 5.º A e do 6.º A  a com eles saborearem a leitura expressiva de poemas alusivos à alimentação.


Nas aulas de Português e na Biblioteca, prepararam a sua leitura expressiva e, bem perto do Refeitório e do Bar dos Alunos, deram voz aos poetas, homenageando os alimentos, a saúde e o bem-estar que eles nos proporcionam.


Alguns alunos, contagiados pelo ritmo irresistível dos poemas «Armário de especiarias e ervas aromáticas», de Jorge Sousa Braga, e «Bombardeamento Publicitário», de Victor Matos e Sá, resolveram musicá-los. 

O resultado foi fantástico!


Trabalho realizado por uma aluna do 6.º B


Trabalho realizado por um aluno do 6.º A



quinta-feira, junho 24, 2021

E PARA QUE SERVE UMA CADEIRA?

 

Se respondeu "Para nos sentarmos, não?!", este projeto é para si. Com ele se demonstra que uma cadeira serve, sim, para sentar e descansar, mas também para projetar, construir, desenhar, pintar, comunicar, criticar, denunciar, sonhar, partilhar, viajar e... celebrar a alegria de estarmos juntos!



Cartaz elaborado pelo docente Nuno Gaspar
Grande Colégio Universal do Porto



UMA IDEIA, 3 continentes, 17 escolas, 30 professores e 2260 alunos!


Com a pandemia, todos conhecemos, direta ou indiretamente, a experiência do isolamento prolongado e o consequente cansaço que a falta de contacto com os outros provoca em nós. 

Na adversidade deste contexto, surgiu a ideia de criar uma CADEIRA (“chair”), que funcionaria como SÍMBOLO de ESPERA pelo fim desta interminável pandemia que sobre todos nós se abateu. 

Assim nasceu, coordenado pelo docente Fernando Teixeira em articulação com a Biblioteca Escolar Inês de Castro, o projeto "ARTE CHAIR", no qual se convida cada participante a criar um objeto artístico resultante da construção, pintura e/ou aplicação de materiais sobre a maquete de uma cadeira. 


A Escola EB 2.3 Inês de Castro, do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, lançou o desafio e, até ao momento, já se inscreveram no projeto: 


- Escola do Magistério Comandante Kwenha de Benguela n.º 1124, Angola;


- várias escolas do Brasil: Centro Educacional Giácomo Zommer / Centro Educacional João Custódio Maciel / Grupo de Artes Professora Carolina Monteiro / Aldeias Infantis SOS - EMEF Professora Maria das Graças Andrade Vasconcelos e CMEI Hermann Gmeiner;


- várias escolas portuguesas: Escola EB 2.3 de Taveiro / Escola Secundária D. Duarte / Agrupamento de Escolas de Mafra / Agrupamento de Escolas de Barrancos / Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro / Grande Colégio Universal do Porto / Escola EB1 Almas de Freire / Escola EB1 de São Martinho / Escola EB1 Ribeira de Frades / Escola EB1 de Arrabal.




Aqui ficam algumas das maravilhas criadas pelos nossos alunos!








No final do ano letivo, cada escola fará uma exposição, física ou em formato digital, dos trabalhos dos alunos e selecionará o melhor trabalho de cada escalão (1.º Ciclo| 2.ºCiclo| 3.º Ciclo| Secundário). 

No final do projeto, cada escola participante divulgará uma exposição coletiva dos trabalhos vencedores de todas as escolas.




quinta-feira, junho 17, 2021

Elementos Químicos no Corpo Humano

 

Imagem: m.manualdaquimica.com


No organismo humano, estão presentes vários elementos químicos essenciais para a vida.

Na sequência do que os alunos do 9.º ano aprenderam nas aulas de Ciências Naturais, Físico-Química e Matemática, foi-lhes lançado um desafio, pela professora Susana Bugalho, para que elaborassem um trabalho, em grupo ou individual, de forma a interligar os elementos químicos da Tabela Periódica com os existentes no corpo humano, referindo a percentagem de cada um e a sua função no organismo. 


Foram objetivos desta atividade promover a cultura científica, desenvolver o gosto pela ciência, divulgar a Química como ciência e permitir aos alunos terem a perceção da interdisciplinaridade no currículo.



Vê aqui alguns dos trabalhos elaborados pelos alunos do 9.º E!








E aqui alguns dos trabalhos elaborados por alunos do 9.º C!








E aqui alguns dos trabalhos elaborados por alunos do 9.º D!

















terça-feira, junho 01, 2021

GOSTO, LOGO EXISTO?

 



«Quando nasceste, já estava tudo ligado e nem te parece possível que o mundo funcione de outra forma. No entanto, a internet mudou - e ainda está a mudar - muita coisa no mundo, incluindo o jornalismo.

Através da internet, apareceram gigantes invisíveis como a Google e o Facebook que, não sendo empresas de jornalismo, transformaram a nossa forma de aceder à informação.

Nas redes sociais, as notícias parecem supersónicas e as visualizações, os likes e as partilhas podem chegar aos milhões.

O problema é que os rumores, os boatos e as mentiras também.

Habituámo-nos a receber a informação e a desinformação que nos chega através de algoritmos secretos. Vivemos numa enorme bolha de likes e partilhas. Mas será que conhecemos bem as regras do jogo?

Qual o impacto de tudo isto na nossa relação com o mundo e nas decisões que tomamos?

Este livro acredita que é importante fazer perguntas e que as respostas não estão todas no Google


Planeta Tangerina





Um livro informativo, interrogativo e simultaneamente literário que aborda questões sobre as redes sociais, jornalismo, as fake news, a internet e o verdadeiro valor da informação. 
Um livro pensado para leitores adolescentes (e não só), nativos digitais, conhecedores das mais diversas ferramentas digitais, mas nem sempre leitores críticos e reflexivos. 
Este é um livro para quem “acredita que é importante fazer perguntas e que as respostas não estão todas no Google.” 
Uma verdadeira lição de literacia mediática.

[Resumo da responsabilidade do Plano Nacional de Leitura 2027]











quinta-feira, maio 13, 2021

VIAGEM À VOLTA DO MEU QUARTO…

 




Xavier de Maistre, no final do séc. XVIII, escreveu a obra Viagem à Volta do Meu Quarto, relato autobiográfico de um jovem oficial que, detido no quarto durante seis semanas, observa a mobília, os quadros e a decoração como se fossem paisagens de uma terra longínqua, enaltecendo, assim, este novo método de viajar. 

Xavier de Maistre sabia bem que, na viagem, mais importante do que o destino é o viajante...


A certa altura, diz-nos o autor:


»Quando viajo no meu quarto, raramente percorro uma linha reta: vou da mesa até um quadro que está colocado a um canto; daí parto em diagonal até à porta; mas ainda que, ao partir, a minha intenção seja a de me dirigir para lá, se encontro a poltrona no caminho não estou com cerimónias e instalo-me de imediato nela.»



Os alunos do 6.º A, por certo, ainda não leram este livro, contudo também eles viajaram à volta do seu quarto, do seu refúgio, ao desenvolverem, sob orientação do professor Fernando Teixeira, a atividade O MEU QUARTO, A MINHA FRONTEIRA, tema desenvolvido na disciplina de Educação Visual, no âmbito da 3.ª edição do Projeto Criar com Escolas do Serviço Educativo do Portugal dos Pequenitos.


Aqui ficam alguns dos trabalhos realizados pelos alunos no âmbito deste projeto:




A. S. | Yummy cats sanctuary




T. A | Um sonho por dia dá saúde e alegria





R. S. | O quarto da guitarra da fúria





D. O. | Quarto, doce quarto





J. L | Gold





M. B.| Que os deuses te abençoem, meu quarto






M. J. M. | Meu quarto de sonho






F. C. | A outra câmara dos segredos





C. G. | O quarto perfeito





R. O. | O meu lar de alegria



S. A. | Meu quarto de sonho























Cartaz realizado pela professora Raquel Sebastião


“O meu quarto, a minha fronteira”


Este trabalho ajudou-me a perceber como os arquitetos e engenheiros executam os seus trabalhos. Comecei por fazer um esboço das minhas ideias. Depois construí uma régua de escala 1/20, em cartão, que me foi muito útil para fazer medições à escala.

Com este trabalho aprendi a construir a imagem de um homem à escala 1/20 em cartão e a registar numa folha as medidas e desenhos de mobiliário do meu quarto.

A primeira vez que dei uso à régua foi para passar as medidas que tirei dos móveis para a escala 1/20, para depois passar para uma folha de papel quadriculado. Também registei numa folha as medidas de portas, janelas e de espaços do meu quarto e desenhei em planta o mobiliário do meu quarto numa folha de papel quadriculado. De seguida, passei para o papel vegetal a minha planta.

Para fazer a base da minha maquete, imprimi o papel vegetal, recortei (por fora das paredes) e colei sobre um cartão. Depois construí as paredes e os móveis, tendo aprendido que tipos de colas e tintas se aplicam a cada material (esferovite, cartão, tecido, …).

Este trabalho foi muito mais do que um trabalho para a avaliação, um concurso ou mesmo para estar exposto, pois permitiu promover a aprendizagem e uma experiência de vida para o meu futuro e de todos os que realizaram este trabalho.



Relatório final do aluno R. F. S. | n.º 21 | 6.º A









quinta-feira, maio 06, 2021

CONTAR HISTÓRIAS COM A AVÓ AO COLO

 





O livro infantil Contar histórias com a avó ao colo, lançado em Moçambique para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, reúne 16 contos originais de autoras de oito países lusófonos.

 

Editada pela Escola Portuguesa de Moçambique - Centro de Ensino e Língua Portuguesa e pelo Camões - Centro Cultural em Maputo, com o patrocínio da Rede de Bibliotecas Escolares, a obra remete para ditados e expressões populares e para o conhecimento passado de geração em geração. Contar Histórias com a Avó ao Colo reúne autoras de todos os estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), à exceção da Guiné Equatorial. Conta, assim, com a participação de Lurdes Breda (Portugal), Mariana Lanelli (Brasil), Maria Celestina Fernandes (Angola), Natacha Magalhães (Cabo Verde), Kátia Casimiro (Guiné-Bissau), Angelina Neves (Moçambique), Olinda Beja (São Tomé e Príncipe) e Maria do Céu Lopes da Silva (Timor-Leste). A ilustração e o design editorial são da autoria de Tânia Clímaco e a coordenação editorial é da responsabilidade de Teresa Noronha.

 

Para além da edição em suporte de papel, a obra estará disponível em suporte digital, podendo ser descarregada gratuitamente no sítio do instituto Camões de Maputo. Na página do evento, poder-se-á também aceder ao vídeo de divulgação do lançamento, com testemunhos das autoras e leituras de crianças dos países envolvidos.


in Blogue RBE








quarta-feira, maio 05, 2021

DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

 










O Dia Mundial da Língua Portuguesa comemora-se a 5 de maio. Este dia celebra a projeção da quarta língua mais falada no mundo. Com cerca de 260 milhões de falantes, é língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. É também um das idiomas oficiais de Macau. Existem importantes comunidades falantes do português na América do Norte. As Nações Unidas estimam que, em 2050, 387 milhões de pessoas falem português. 


Na União Europeia, cerca de 3% da população fala português, sendo um dos 24 idiomas oficiais e de trabalho e é, de facto, a 3.ª língua oficial da UE mais falada no mundo. Os cidadãos europeus de língua portuguesa têm acesso à legislação e aos documentos fundamentais da UE em português e o direito de se dirigirem por escrito a qualquer instituição ou órgão da UE em português e de receber uma resposta na mesma língua.


As reuniões do Conselho Europeu e do Conselho da União Europeia são interpretadas para todas as línguas oficiais e, no Parlamento Europeu, os representantes eleitos pelos cidadãos também têm o direito de se expressar em português ou em qualquer uma das demais línguas oficiais da UE.


(in Enquadramento Dossiê UE - Lusofonia | Portal Eurocid)





A UNESCO propõe-nos o vídeo “Dia Mundial da Língua Portuguesa – uma língua, tanto para unir”, que foi criado pela agência DDB Portugal.









domingo, abril 25, 2021

CELEBRANDO O 25 de ABRIL



Raquel Sebastião
Raquel Sebastião 






Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía
Com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia
Na esperança de um só dia.

Foram batalhas perdidas. Foram derrotas vitórias.
Foi a vida (foram vidas). Foi a História (foram histórias)
Mil encontros despedidas. Foram vidas (foi a vida)
Por um só dia vivida.

Foi o tempo que passava como nunca se passasse.
E uma flauta que cantava como se a noite rasgasse
Toda a vida e uma palavra: liberdade que vivia
Na esperança de um só dia.

Musa minha vem dizer o que nunca então disse
Esse morrer de viver por um dia em que se visse
um só dia e então morrer. Musa minha que tecias
um só dia dos teus dias.

Vem dizer o puro exemplo dos que nunca se cansaram
musa minha onde contemplo os dias que se passaram
sem nunca passar o tempo. Nesse tempo em que daria
a vida por um só dia.

Já muitas águas correram já muitos rios secaram
batalhas que se perderam batalhas que se ganharam.
Só os dias morreram em que era tão curta a vida
Por um só dia vivida.

E as quatros estações rolaram com seus ritmos e seus ritos.
Ventos do Norte levaram festas jogos brincos ditos.
E as chamas não se apagaram. Que na ideia a lenha ardia
Toda a vida por um dia.

Fogos-fátuos cinza fria. Musa minha que cantavas
A canção que se vestia com bandeiras nas palavras:
Armas que o tempo tecia. Minha vida toda a vida
Por um só dia vivida.


Manuel Alegre, Trova do Mês de Abril




Faz agora 7 anos, os alunos das turmas de 7.º, 8.º e 9.º anos da nossa escola assistiram ao espetáculo «A Liberdade está a passar por aqui - 40 anos de uma Revolução», com encenação de Leonor Barata, produção do grupo teatral AtrapalhArte e participação de alunos do Curso de Artes do Espetáculo do Colégio São Teotónio, em Coimbra.

Deixamos aqui o extraordinário poema "Queixa das Almas Jovens Censuradas", de Natália Correia, na voz de José Mário Branco, e a memória de um espetáculo inesquecível que a todos nos convidou a revisitar a construção da liberdade, refletindo sobre as suas consequências no nosso quotidiano e nas nossas vidas.




 













sexta-feira, abril 23, 2021

DIA MUNDIAL DO LIVRO 2021

 





«O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, data escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do heróico cavaleiro. Neste dia, comemora-se também o Direito de Autor.


Em 2021, os ilustradores Susana Diniz e Pedro Semeano (dupla conhecida por Adamastor), Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração em 2020, conceberam a imagem do cartaz. Com ele, pretendem mostrar que, um ano após o início da pandemia, é o livro que continua a abrir-nos o espaço de isolamento físico, mas que também permite que o pensamento floresça e seja sempre cada vez mais livre.»


Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB)










quinta-feira, abril 22, 2021

CELEBRANDO o 25 de ABRIL!

 






No âmbito da disciplina de Educação Visual, os alunos do 7.º A, sob orientação da docente Isabel Dias, realizaram uma atividade prática a partir da construção geométrica de polígonos, através da qual evocaram, poeticamente, o 25 de ABRIL.


Para aceder à leitura de alguns poemas escolhidos pelos alunos, utilize o QR Code.













quarta-feira, abril 21, 2021

«88 Palavras para Contar uma História de Coragem» _ II

 




Nestes duros tempos em que o imediato e o "descartável" reinam (não, não estamos a falar só de máscaras...), tornou-se cada vez mais invulgar ver alguém cuidar de um texto, questioná-lo, limá-lo, aperfeiçoá-lo, dedicando- -lhe, em suma, a sua generosidade, o seu tempo e o melhor de si.

Seria por isso imperdoável se não continuássemos a divulgar os textos que nos foram chegando no âmbito do Desafio de Escrita Criativa "88 Palavras para Contar uma História de Coragem".

Aqui ficam, pois, mais alguns belíssimos exemplos.









Vislumbro o infinito
Sinto o sol poente
Exuberante, estou aflito
O vento frio, perdido na mente
Respiro, sozinho estou
Olho em frente, para outro lado vou


Memórias passadas, tempos honrados
Fui herói, vassalo do dever
Arbítrio do destino
Esquivo, sobre todos tem poder
Trouxe-me aqui, onde me abato
Defronte às nuvens sem formato


Salvei os humildes, miseráveis
Nada têm, nem sustento
Seres humanos vulneráveis
Que à base do sofrimento
Trabalham para vis senhores
Que os exploram, aproveitadores


A luz já perto
Expira o peito, desabo
Amanhã não desperto.



A. S. F. | 9.º C















Partiram para mar alto. Mulheres de rosto enlutado, sem saber o destino dos amados filhos e esposos, imploravam que desistissem. Invadida pelo desânimo e desespero, optei por não ir para um último adeus.

Quem parte jamais volta desse abismo matizado de azul e de medo. Jamais voltará a esta praia. Mas, para alívio da dor, volto sempre ao penedo pedindo ao horizonte vazio um desenho de velas latinas.

Naquela tarde, avistei dois dos navios que dali partiram. Aproximei-me da ilusão. Traziam apenas um mapa. Meu filho não voltou. 


R. C. | 9.º A















Já não sabia quem era. Tinha perdido toda a memória de família, tribo, pátria. Estava abandonado naquela ilha inóspita e não sabia porquê.

Andava pelas praias e foi vendo que às vezes no horizonte se avistava uma vela. Era isso! Tinha que subir ao promontório mais alto da ilha, onde poderia ser visto!

E ali esperou, esperou, debaixo daquele sol ardente, perto daquela estúpida árvore que nem sombra dava. Quanto tempo? Já não havia tempo...

E o dia veio! Duas velas! Ali estavam eles! E o futuro também. 



R. S. | Docente de Educação Visual
















Passados quarenta anos, o que restaria da promessa que haviam feito? 
Ainda jovens, prometeram, todos os anos, juntar-se naquele mesmo rio e desfrutarem de um dia rodeados pela natureza.

Passaram quarenta anos e não houve um só em que não respeitassem a promessa. Mas, desta vez, tudo aparentava ser diferente, ambos sentiam que podia ser a última vez que se viam ou viam o rio ou o pequeno urso, que sempre os visitava. 

Nenhum deles se queria despedir, preferindo a ousadia de desfrutar de uns últimos momentos juntos.


J. A. M. | 9.º A














Maria olhava para o mar sem fim, enquanto as ondas rebentavam violentamente na areia. Toda a vida assim foi… Ali esperava o retorno de Ernesto, que se fizera à faina. Sempre aflita, temendo que o mar lho levasse. Desde que, há meses, o “Amor de Mãe” virou nas ondas revoltas e três bravos se enlearam nas redes, Maria não parava sabendo-o ali, perdido naquela imensidão… Ernesto salvara--se, então, arrastando para a praia o Xavier e o Zé da Aurora. E apenas dois dias volvidos fez-se, novamente, ao mar.


L. R. | Docente de Português e de História















São horas a fio refletindo sobre a mesma questão: de que modo viemos aqui parar?

Horas a fio, aquelas em que, por breves momentos, nos tranquilizamos pela bravura de quem sobreviveu.
Reuniões, atualizações, dúvidas… São horas a fio, à espera de um final.
Porventura um dia, daqui a uns anos, os nossos heróis poderão ter uma boa noite de sono. (Que absurdo, dito assim!...)
Queremos todos evitar o medo, o abismo do tempo... Ter quem espere por nós no final e nos revele que amanhã poderemos finalmente despertar.



L. O. | 9.º A













O mundo não vai parar
 

Existem dois tipos de realidade, uma perfeita, outra imperfeita, uma existe, a outra não.
De qualquer forma, o modo de pensar nestes mundos é variável...

Esta história é de todos, pois todos temos bons pensamentos. E todos temos o mesmo dia para esperar que o vírus se vá embora e nos devolva a liberdade. Neste momento, resta-nos esperar e lembrar aqueles belos dias na praia quando sonhamos e vemos barcos na linha do horizonte. 

Mas importa lembrarmo-nos sempre: o mundo não vai parar!


M. M. | 5.º D














De um monte, ao lado de um sobreiro, todos os verões uma mulher admirava ao pôr do sol a partida dos batéis. Fora ali que o seu marido se despedira e fizera uma promessa antes de partir:

“ - Prometo que voltarei antes de este sobreiro espessar e afundar raízes.”

Porém, naquele verão, veio a hora de, desassombradamente, deixar ir a promessa e dura memória que o sobreiro alimentara durante tantos anos, e superar a perda.

Desbastou o sobreiro e persistiu na sua vida, não retornando mais àquele monte saudoso.


L. M. | 9.º A

















Há demasiado tempo que estava sozinho, que uma turva e sombria neblina lhe toldava a visão além do arrependimento. Há demasiado tempo que era atormentado pelas sombras que só ele via e nenhum outro ser se empenhava sequer em ouvir, que esperava pela mão que o puxaria para fora do seu mundo feito de sentimentos que o não deixavam dormir. 

No fim, o medo e o desespero rendiam-se a uma sinistra ordem. 

No fim, a bravura partia, abandonando-o, sem dó, independente da sua forte vontade de eternamente lutar.


E. A. | 9.º A















A Volta


A manhã estava tranquila. O sol quente de verão queimava o rosto daquela mulher que, ansiosamente, esperava o marido na volta dos Estados Unidos, no enorme navio que tardava.

As horas passaram e a noite vinha leve, iluminada pela lua redonda e brilhante, que brotou de mansinho no horizonte.

Por fim, o som da buzina do navio mal se ouvia, abafado pelo barulho das ondas do mar.

O navio aportou e de lá saíram muitas pessoas, apressadas. Afetos e beijos para todos, beijos que mataram saudades!


L. M. | 5.º D















Era uma vez um mundo que foi invadido por um vírus. O mundo tornou-se doente e os seus habitantes tiveram medo. Para sobreviverem tiveram que se isolar e mudar a sua maneira de viver. Foram tempos de enorme tristeza. Não sabiam bem o que fazer…

Nesta luta infernal, os soldados usavam bata. Não estavam preparados, mas não desistiram, mesmo quando estavam exaustos, mesmo quando se perderam tantas vidas.

A sua bravura salvou o mundo e a humanidade passou a dar mais valor ao que realmente importa na vida.


D. C. | 9.º A