quarta-feira, junho 23, 2021

E PARA QUE SERVE UMA CADEIRA?

 

Se respondeu "Para nos sentarmos, não?!", este projeto é para si. Com ele se demonstra que uma cadeira serve, sim, para sentar e descansar, mas também para projetar, construir, desenhar, pintar, comunicar, criticar, denunciar, sonhar, partilhar, viajar e... celebrar a alegria de estarmos juntos!



Cartaz elaborado pelo docente Nuno Gaspar
Grande Colégio Universal do Porto



UMA IDEIA, 3 continentes, 17 escolas, 30 professores e 2260 alunos!


Com a pandemia, todos conhecemos, direta ou indiretamente, a experiência do isolamento prolongado e o consequente cansaço que a falta de contacto com os outros provoca em nós. 

Na adversidade deste contexto, surgiu a ideia de criar uma CADEIRA (“chair”), que funcionaria como SÍMBOLO de ESPERA pelo fim desta interminável pandemia que sobre todos nós se abateu. 

Assim nasceu, coordenado pelo docente Fernando Teixeira em articulação com a Biblioteca Escolar Inês de Castro, o projeto "ARTE CHAIR", no qual se convida cada participante a criar um objeto artístico resultante da construção, pintura e/ou aplicação de materiais sobre a maquete de uma cadeira. 


A Escola EB 2.3 Inês de Castro, do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, lançou o desafio e, até ao momento, já se inscreveram no projeto: 


- Escola do Magistério Comandante Kwenha de Benguela n.º 1124, Angola;


- várias escolas do Brasil: Centro Educacional Giácomo Zommer / Centro Educacional João Custódio Maciel / Grupo de Artes Professora Carolina Monteiro / Aldeias Infantis SOS - EMEF Professora Maria das Graças Andrade Vasconcelos e CMEI Hermann Gmeiner;


- várias escolas portuguesas: Escola EB 2.3 de Taveiro / Escola Secundária D. Duarte / Agrupamento de Escolas de Mafra / Agrupamento de Escolas de Barrancos / Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro / Grande Colégio Universal do Porto / Escola EB1 Almas de Freire / Escola EB1 de São Martinho / Escola EB1 Ribeira de Frades / Escola EB1 de Arrabal.




Aqui ficam algumas das maravilhas criadas pelos nossos alunos!





No final do ano letivo, cada escola fará uma exposição, física ou em formato digital, dos trabalhos dos alunos e selecionará o melhor trabalho de cada escalão (1.º Ciclo| 2.ºCiclo| 3.º Ciclo| Secundário). 

No final do projeto, cada escola participante divulgará uma exposição coletiva dos trabalhos vencedores de todas as escolas.












quinta-feira, junho 17, 2021

Elementos Químicos no Corpo Humano

 

Imagem: m.manualdaquimica.com


No organismo humano, estão presentes vários elementos químicos essenciais para a vida.

Na sequência do que os alunos do 9.º ano aprenderam nas aulas de Ciências Naturais, Físico-Química e Matemática, foi-lhes lançado um desafio, pela professora Susana Bugalho, para que elaborassem um trabalho, em grupo ou individual, de forma a interligar os elementos químicos da Tabela Periódica com os existentes no corpo humano, referindo a percentagem de cada um e a sua função no organismo. 


Foram objetivos desta atividade promover a cultura científica, desenvolver o gosto pela ciência, divulgar a Química como ciência e permitir aos alunos terem a perceção da interdisciplinaridade no currículo.



Vê aqui alguns dos trabalhos elaborados pelos alunos do 9.º E!








E aqui alguns dos trabalhos elaborados por alunos do 9.º C!








E aqui alguns dos trabalhos elaborados por alunos do 9.º D!

















terça-feira, junho 01, 2021

GOSTO, LOGO EXISTO?

 



«Quando nasceste, já estava tudo ligado e nem te parece possível que o mundo funcione de outra forma. No entanto, a internet mudou - e ainda está a mudar - muita coisa no mundo, incluindo o jornalismo.

Através da internet, apareceram gigantes invisíveis como a Google e o Facebook que, não sendo empresas de jornalismo, transformaram a nossa forma de aceder à informação.

Nas redes sociais, as notícias parecem supersónicas e as visualizações, os likes e as partilhas podem chegar aos milhões.

O problema é que os rumores, os boatos e as mentiras também.

Habituámo-nos a receber a informação e a desinformação que nos chega através de algoritmos secretos. Vivemos numa enorme bolha de likes e partilhas. Mas será que conhecemos bem as regras do jogo?

Qual o impacto de tudo isto na nossa relação com o mundo e nas decisões que tomamos?

Este livro acredita que é importante fazer perguntas e que as respostas não estão todas no Google


Planeta Tangerina





Um livro informativo, interrogativo e simultaneamente literário que aborda questões sobre as redes sociais, jornalismo, as fake news, a internet e o verdadeiro valor da informação. 
Um livro pensado para leitores adolescentes (e não só), nativos digitais, conhecedores das mais diversas ferramentas digitais, mas nem sempre leitores críticos e reflexivos. 
Este é um livro para quem “acredita que é importante fazer perguntas e que as respostas não estão todas no Google.” 
Uma verdadeira lição de literacia mediática.

[Resumo da responsabilidade do Plano Nacional de Leitura 2027]











quinta-feira, maio 13, 2021

VIAGEM À VOLTA DO MEU QUARTO…

 




Xavier de Maistre, no final do séc. XVIII, escreveu a obra Viagem à Volta do Meu Quarto, relato autobiográfico de um jovem oficial que, detido no quarto durante seis semanas, observa a mobília, os quadros e a decoração como se fossem paisagens de uma terra longínqua, enaltecendo, assim, este novo método de viajar. 

Xavier de Maistre sabia bem que, na viagem, mais importante do que o destino é o viajante...


A certa altura, diz-nos o autor:


»Quando viajo no meu quarto, raramente percorro uma linha reta: vou da mesa até um quadro que está colocado a um canto; daí parto em diagonal até à porta; mas ainda que, ao partir, a minha intenção seja a de me dirigir para lá, se encontro a poltrona no caminho não estou com cerimónias e instalo-me de imediato nela.»



Os alunos do 6.º A, por certo, ainda não leram este livro, contudo também eles viajaram à volta do seu quarto, do seu refúgio, ao desenvolverem, sob orientação do professor Fernando Teixeira, a atividade O MEU QUARTO, A MINHA FRONTEIRA, tema desenvolvido na disciplina de Educação Visual, no âmbito da 3.ª edição do Projeto Criar com Escolas do Serviço Educativo do Portugal dos Pequenitos.


Aqui ficam alguns dos trabalhos realizados pelos alunos no âmbito deste projeto:




A. S. | Yummy cats sanctuary




T. A | Um sonho por dia dá saúde e alegria





R. S. | O quarto da guitarra da fúria





D. O. | Quarto, doce quarto





J. L | Gold





M. B.| Que os deuses te abençoem, meu quarto






M. J. M. | Meu quarto de sonho






F. C. | A outra câmara dos segredos





C. G. | O quarto perfeito





R. O. | O meu lar de alegria



S. A. | Meu quarto de sonho























Cartaz realizado pela professora Raquel Sebastião


“O meu quarto, a minha fronteira”


Este trabalho ajudou-me a perceber como os arquitetos e engenheiros executam os seus trabalhos. Comecei por fazer um esboço das minhas ideias. Depois construí uma régua de escala 1/20, em cartão, que me foi muito útil para fazer medições à escala.

Com este trabalho aprendi a construir a imagem de um homem à escala 1/20 em cartão e a registar numa folha as medidas e desenhos de mobiliário do meu quarto.

A primeira vez que dei uso à régua foi para passar as medidas que tirei dos móveis para a escala 1/20, para depois passar para uma folha de papel quadriculado. Também registei numa folha as medidas de portas, janelas e de espaços do meu quarto e desenhei em planta o mobiliário do meu quarto numa folha de papel quadriculado. De seguida, passei para o papel vegetal a minha planta.

Para fazer a base da minha maquete, imprimi o papel vegetal, recortei (por fora das paredes) e colei sobre um cartão. Depois construí as paredes e os móveis, tendo aprendido que tipos de colas e tintas se aplicam a cada material (esferovite, cartão, tecido, …).

Este trabalho foi muito mais do que um trabalho para a avaliação, um concurso ou mesmo para estar exposto, pois permitiu promover a aprendizagem e uma experiência de vida para o meu futuro e de todos os que realizaram este trabalho.



Relatório final do aluno R. F. S. | n.º 21 | 6.º A









quinta-feira, maio 06, 2021

CONTAR HISTÓRIAS COM A AVÓ AO COLO

 





O livro infantil Contar histórias com a avó ao colo, lançado em Moçambique para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, reúne 16 contos originais de autoras de oito países lusófonos.

 

Editada pela Escola Portuguesa de Moçambique - Centro de Ensino e Língua Portuguesa e pelo Camões - Centro Cultural em Maputo, com o patrocínio da Rede de Bibliotecas Escolares, a obra remete para ditados e expressões populares e para o conhecimento passado de geração em geração. Contar Histórias com a Avó ao Colo reúne autoras de todos os estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), à exceção da Guiné Equatorial. Conta, assim, com a participação de Lurdes Breda (Portugal), Mariana Lanelli (Brasil), Maria Celestina Fernandes (Angola), Natacha Magalhães (Cabo Verde), Kátia Casimiro (Guiné-Bissau), Angelina Neves (Moçambique), Olinda Beja (São Tomé e Príncipe) e Maria do Céu Lopes da Silva (Timor-Leste). A ilustração e o design editorial são da autoria de Tânia Clímaco e a coordenação editorial é da responsabilidade de Teresa Noronha.

 

Para além da edição em suporte de papel, a obra estará disponível em suporte digital, podendo ser descarregada gratuitamente no sítio do instituto Camões de Maputo. Na página do evento, poder-se-á também aceder ao vídeo de divulgação do lançamento, com testemunhos das autoras e leituras de crianças dos países envolvidos.


in Blogue RBE








quarta-feira, maio 05, 2021

DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

 










O Dia Mundial da Língua Portuguesa comemora-se a 5 de maio. Este dia celebra a projeção da quarta língua mais falada no mundo. Com cerca de 260 milhões de falantes, é língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. É também um das idiomas oficiais de Macau. Existem importantes comunidades falantes do português na América do Norte. As Nações Unidas estimam que, em 2050, 387 milhões de pessoas falem português. 


Na União Europeia, cerca de 3% da população fala português, sendo um dos 24 idiomas oficiais e de trabalho e é, de facto, a 3.ª língua oficial da UE mais falada no mundo. Os cidadãos europeus de língua portuguesa têm acesso à legislação e aos documentos fundamentais da UE em português e o direito de se dirigirem por escrito a qualquer instituição ou órgão da UE em português e de receber uma resposta na mesma língua.


As reuniões do Conselho Europeu e do Conselho da União Europeia são interpretadas para todas as línguas oficiais e, no Parlamento Europeu, os representantes eleitos pelos cidadãos também têm o direito de se expressar em português ou em qualquer uma das demais línguas oficiais da UE.


(in Enquadramento Dossiê UE - Lusofonia | Portal Eurocid)





A UNESCO propõe-nos o vídeo “Dia Mundial da Língua Portuguesa – uma língua, tanto para unir”, que foi criado pela agência DDB Portugal.









domingo, abril 25, 2021

CELEBRANDO O 25 de ABRIL



Raquel Sebastião
Raquel Sebastião 






Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía
Com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia
Na esperança de um só dia.

Foram batalhas perdidas. Foram derrotas vitórias.
Foi a vida (foram vidas). Foi a História (foram histórias)
Mil encontros despedidas. Foram vidas (foi a vida)
Por um só dia vivida.

Foi o tempo que passava como nunca se passasse.
E uma flauta que cantava como se a noite rasgasse
Toda a vida e uma palavra: liberdade que vivia
Na esperança de um só dia.

Musa minha vem dizer o que nunca então disse
Esse morrer de viver por um dia em que se visse
um só dia e então morrer. Musa minha que tecias
um só dia dos teus dias.

Vem dizer o puro exemplo dos que nunca se cansaram
musa minha onde contemplo os dias que se passaram
sem nunca passar o tempo. Nesse tempo em que daria
a vida por um só dia.

Já muitas águas correram já muitos rios secaram
batalhas que se perderam batalhas que se ganharam.
Só os dias morreram em que era tão curta a vida
Por um só dia vivida.

E as quatros estações rolaram com seus ritmos e seus ritos.
Ventos do Norte levaram festas jogos brincos ditos.
E as chamas não se apagaram. Que na ideia a lenha ardia
Toda a vida por um dia.

Fogos-fátuos cinza fria. Musa minha que cantavas
A canção que se vestia com bandeiras nas palavras:
Armas que o tempo tecia. Minha vida toda a vida
Por um só dia vivida.


Manuel Alegre, Trova do Mês de Abril




Faz agora 7 anos, os alunos das turmas de 7.º, 8.º e 9.º anos da nossa escola assistiram ao espetáculo «A Liberdade está a passar por aqui - 40 anos de uma Revolução», com encenação de Leonor Barata, produção do grupo teatral AtrapalhArte e participação de alunos do Curso de Artes do Espetáculo do Colégio São Teotónio, em Coimbra.

Deixamos aqui o extraordinário poema "Queixa das Almas Jovens Censuradas", de Natália Correia, na voz de José Mário Branco, e a memória de um espetáculo inesquecível que a todos nos convidou a revisitar a construção da liberdade, refletindo sobre as suas consequências no nosso quotidiano e nas nossas vidas.