quinta-feira, novembro 26, 2020

E DAS FOLHAS FIZEMOS HISTÓRIAS...

 

Trabalho realizado pela professora Raquel Sebastião

As FÁBULAS «A Cigarra e a Formiga», «O Leão e o Rato», «A Raposa e a Cegonha», «A Lebre e a Tartaruga», «O Burro carregado de Sal e o Burro carregado de esponjas», «O Corvo e a Raposa» são bem conhecidas de todos os alunos do 5.º ano, agora que acabaram de as estudar nas aulas da disciplina de Português.

O que os alunos não sabiam era que, enquanto afanosamente se dedicavam a trabalhar estes textos nas suas aulas, a equipa da Biblioteca preparava uma surpresa para todos…

Ora acontece que, entusiasmada com a avaliação muito positiva da exposição «Encontrar o Outono nas Folhas das Árvores e… dos Livros» que, generosamente, muitos lhe quiseram fazer chegar, a equipa da Biblioteca continuou a «caçar inutilidades», isto é, a colecionar folhas de outono, e a Professora Raquel a fazer trabalhos assombrosos, agora com um pedido muito especial e verdadeiramente desafiante: que das folhas nascessem animais!

E não é que nasceram mesmo?!!...


Trabalho realizado pela professora Raquel Sebastião


Trabalho realizado pela professora Raquel Sebastião


A partir destes belos animais, que os alunos adoraram, a equipa da Biblioteca dinamizou Oficinas de Escrita e, no final de uma animada, exigente e muito trabalhosa sessão, os alunos do 5.º D tinham criado, coletivamente, esta fabulosa fábula:



A NOSSA FÁBULA

 

No tempo em que os animais falavam e não havia poluição, começava um novo dia. O sol brilhava num céu limpo, os pássaros chilreavam e o dia chegava mais colorido.

– Ah! Hoje o meu pelo está tão sedoso! – suspirava a raposa.

Estava a raposa entretida nestes pensamentos, quando se aproxima um ouriço.

 – O que é que um ser feio e espinhoso como tu faz numa floresta tão bela quanto eu?

 – Os meus espinhos são úteis para me defender dos predadores! – explicou o ouriço.

Passados uns dias, a nossa raposa saltitava pela floresta em busca de comida. Nisto, é avistada por um caçador…

 – Bingo! Aquela é uma raposa com um pelo muito belo, magnífico! Vai valer uma fortuna!

O caçador faz pontaria e…

 – Ui! Ai! Ui! – gritou o caçador agarrando-se ao pé e falhando o tiro.

O ouriço afastou-se, sentindo-se vitorioso e feliz. A raposa fugiu a sete pés, mas ainda ouviu uma gralha grasnar:

– Raposa, não julgues os outros pela aparência!

 

25/11/2020


TEXTO COLETIVO ELABORADO PELO 5.º D


OFICINA DE ESCRITA DINAMIZADA PELA BIBLIOTECA ESCOLAR 





E da OFICINA de ESCRITA com os alunos do 5.º A nasceram muitos textos...

Vamos começar por divulgar estas pequeninas maravilhas:


Trabalho realizado pela professora Raquel Sebastião


OS PINTAINHOS COZINHEIROS


Estavam dois pintainhos na sua casa, quando decidiram visitar uma cegonha que era famosa por ser muito alta e ter um bico muito comprido. Quando chegaram lá, perguntaram:

 – Olá, cegonha, o que estás a fazer?

– Estou a fazer uma sopa – respondeu a cegonha.

– Que giro, podemos fazer também?

– Vocês? Mas vocês nem ao caldeirão chegam! – exclamou a cegonha, soltando gargalhadas.

– Pois, mas se pusermos aqui um banquinho, tu vais querer comer esta sopa até ela acabar!

– Hum, então está bem, eu desafio-vos para um concurso de culinária!

– Desafio aceite! – exclamaram os pintainhos ao mesmo tempo.

Como a cegonha tem um bico muito comprido, desajeitou-se e acabou por deitar demasiado sal. Quando chegou a hora de provar a sopa, os elementos do júri afirmaram, com toda a certeza, que a melhor sopa era a dos pintainhos. 

A cegonha, é claro, ficou de boca aberta… Bom, de “bico aberto”!


Moral da história: Não julgues os outros pela aparência.


F. L. | 5.º A

Trabalho realizado pela professora Raquel Sebastião





O LEÃO e a CEGONHA


Era uma vez um leão que vivia na selva. Ele era o rei dos animais e um dos seus súbditos era a cegonha.

Numa manhã de primavera, o leão disse à cegonha:

- Vai ao local onde pastam as zebras para as informar das novas leis!

A cegonha achava que ele era muito exigente, pois estava sempre a mandá-la para aqui e para ali. Um certo dia, decidiu elogiá-lo muito...

O leão gostou tanto de ouvir os elogios que só conseguia pensar nisso, deixando de cuidar do seu reino e passando a ser o leão mais vaidoso, preguiçoso e comilão da selva. A selva ficou uma confusão, porque não havia ninguém para liderar os animais.

Enquanto preguiçava, o leão lembrou-se do que a mãe lhe costumava dizer:

- Meu filho, nunca deixes de dar o teu melhor!

Foi assim que o leão percebeu que não devia dar ouvidos ao elogio e decidiu retomar o reino da selva.


Não se esqueçam, não se deixem levar pelos elogios…


C. F. | 5.º A



Trabalho realizado pela professora Raquel Sebastião




quarta-feira, novembro 11, 2020

«Doce e modesta, a castanha»




«[...] Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai dumas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem. 
Só em novembro as agita uma inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços. Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver numa cama fofa a maravilha singular de que falo, tão desafetada que até no próprio nome é doce e modesta – a castanha.
Assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no janeiro glacial, aquece as mãos e a boca de pobres e ricos. Crua, engorda os porcos, com a vossa licença.[...]»


Miguel Torga, Um Reino Maravilhoso (1941)












quinta-feira, novembro 05, 2020

Encontrar o outono nas folhas das árvores… e dos livros

 




No início de setembro, J. Tolentino Mendonça publicou um assombroso texto, no qual, a dado passo, nos conta que, graças à luminosa orientação da sua professora, num dos primeiros anos de escola, “encontrar o outono nas folhas” se tornara para ele “uma tarefa pessoal importantíssima e depressa aquelas folhas amareladas e vermelhas, como se fixassem em si uma labareda, vieram a ser a [sua] primeira coleção, para desconcerto dos [seus] irmãos e primos, que seguiam com ironia e desespero aquele [seu] súbito arrebatamento de caçador de inutilidades.”

Inspirada pelo poderoso exemplo que Tolentino Mendonça nos dá no seu texto, a equipa da biblioteca, consciente do enorme privilégio que é trabalhar numa escola rodeada de árvores e de cor, qual “caçadora de inutilidades”, procurou, também ela, encontrar o outono nas folhas das árvores… e dos livros.

Nestes tempos agrestes e cinzentos que vivemos, quisemos partilhar com todos a nossa vontade de CELEBRAR A VIDA, HONRANDO A NATUREZA.



Clicar sobre as fotos
Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião


Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião

Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião


Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião
                                          









Leia o poema aqui.














Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião



                                                      





 Leia o poema
 aqui.     



Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião

Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião


Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião


Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião





Leia o poema aqui.
Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião

Trabalho realizado pela Professora Raquel Sebastião