Biblioteca Viva

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Abram alas...

 ... e deixem passar músicos e princesas, burros e rainhas, ervilhas, galos, gatos e cães! O espetáculo vai começar!
 
Nos dias 16 e 17 de novembro, a Biblioteca Inês de Castro recebeu a visita da companhia teatral ATRAPALHARTE e do seu mais recente espetáculo, «ESTENDAL DE CONTOS», baseado nas obras «A princesa e a ervilha», de Hans Christian Andersen, e «Os músicos de Bremen», dos Irmãos Grimm. Sabendo da notícia, logo acorreram os alunos do 4.º ano da EB1 de Cruz de Morouços, EB1 da Póvoa de S. Martinho, EB1 de Fala, EB1 de Espírito Santo das Touregas, EB1 de Almas de Freire e EB1 de S. Martinho do Bispo. Não querendo ficar atrás, juntaram-se-lhes os alunos do 5.º A, 5.º B, 5.º C, 6.º A, 6.º B e 6.º C.


E foi assim a festa…




Nas aulas da disciplina de Português, antes de verem o espetáculo, os alunos estudaram os contos «A Princesa e a Ervilha» e «Os Músicos de Bremen».
Depois da festa, os alunos do 6.º B escreveram a seguinte notícia:

«AtrapalhArte» na Inês de Castro       
 Nos dias 16 e 17 de novembro, a Escola Inês de Castro recebeu a Companhia de Teatro “AtrapalhArte” para a apresentação do seu mais recente espetáculo “Estendal de Contos”.
           As turmas do 4.º, 5.º e 6.º ano foram bastante recetivas a esta atividade promovida pela Biblioteca Escolar, que consistiu na adaptação teatral dos contos “A Princesa e a Ervilha“, de Hans Christian Andersen, e “Os Músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm, cuja leitura é recomendada pelas Metas Curriculares de Português do 4.º e 6.º ano.
        À semelhança de anos anteriores, a Escola Inês de Castro recebeu, com entusiasmo, esta Companhia, sendo uma das primeiras escolas do país a assistir a este espetáculo. De referir que o mesmo se encontra em digressão pelas escolas de norte a sul do país e já se encontra esgotado até ao final do ano letivo.
                Os alunos da Inês de Castro ficam à espera do próximo espetáculo desta companhia, em 2016.  
                                                                       Texto coletivo - 6º B

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A RAPARIGA QUE ROUBAVA LIVROS





Eis alguns comentários que os alunos quiseram deixar registados:

«Gostei muito do filme… Muito marcante. Estou sem palavras…»
«O que me vai na alma é que gostei muito do filme…»
«É difícil acreditar no horror que a Humanidade é capaz de fazer. Como é possível ser tão inteligente e tão ignorante ao mesmo tempo? 
Com isto, só tenho uma coisa a dizer: temos muito que aprender!»

«Sem palavras!»

 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Brincando com as mãos e as palavras

Num encontro muito feliz, os alunos do 1.º ano do Curso de Animador Sociocultural da ES D. Duarte vieram à Biblioteca Inês de Castro conhecer as crianças do JI da Póvoa de S. Martinho e com elas trabalhar.
Sob a orientação atenta dos colegas mais velhos, os meninos do JI começaram por se dedicar à primorosa construção dos seus fantoches…
Criadas as personagens, seguiu-se a divertidíssima construção das histórias a que elas deram vida…




E nasceram histórias que começaram assim…

«Os Piratas Piscadores estavam sempre a piscar o olho e um dia enganaram-se no barco e entraram no barco do Capitão Gancho.
- Saiam já do meu barco – disse o Capitão Gancho.
Eles não sabiam sair porque não encontravam a saída porque estavam sempre a piscar o olho. Foi quando a Ísis viu uma coisa a brilhar:
- Olha um tesouro!»

Ou assim…

«No país dos peixes no ar, vivia um tubarão que era um grande comilão e uma noite encontrou um peixe que estava acordado pela noite inteira.
E o tubarão disse ao peixe:
- Se não dormes, eu vou-te comer!
Mas o peixinho Leonor, que era muito esperta, fugiu!
- Ah! Ah! Ah! É tão bom o tubarão enganar! Aqui neste país os peixes andam no ar e fazem coisas de encantar!»

Ou assim…

«Os cubinhos de gelo viviam muito felizes na casinha congeladora.
Um dia, a Mariana, distraída, abriu a porta da casinha congeladora e esqueceu-se dela aberta.
- Ai, ai, ai, que eu vou derreter – disse o cubinho mais novo.»

A continuação destas histórias? 

Imagine-a quem estiver à altura destes grandes autores…


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Concurso da Imagem ao Texto



ALUNOS PREMIADOS
2.º CICLO
1.º PRÉMIO - Beatriz Correia Barroco | n.º 4 | 6.º E | EB 2.3 de Taveiro
2.º PRÉMIO - Sara Loureiro | n.º 20 | 6.º A | EB 2.3 de Inês de Castro
3.º PRÉMIO - Raquel Pires | n.º 18 | 6.º C | EB 2.3 de Inês de Castro

3.º CICLO
1.º PRÉMIO - Matilde Isabel Roque Rodrigues | n.º 14 | 8.º C |EB 2.3 de Inês de Castro
1.º PRÉMIO - Iris Gomes | n.º 8 | 8.º A | EB 2.3 Inês de Castro
2.º PRÉMIO - Miguel Nuno Barroso | n.º 15 | 8.º C | EB 2.3 Inês de Castro

Clicar sobre o nome para ler os textos
MUITOS PARABÉNS A TODOS!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Lembro-me…

«Entre a vasta obra do escritor João Pedro Mésseder, nós, alunos das turmas B e C do 8.º ano da Escola Inês de Castro do Agrupamento Coimbra Oeste, escolhemos o livro Lembro-me, por este nos parecer um precioso testemunho de tempos que, por sermos muito jovens, não vivemos, mas que não podemos nem queremos ignorar

Foi com estas inspiradas palavras que os nossos alunos introduziram a atividade que, no memorável encontro com o escritor, apresentaram na Casa da Cultura de Coimbra.
No início da sessão, a expectativa e o entusiasmo eram bem visíveis…







E que bom foi conhecer o autor, ouvindo-o falar da sua vida, da sua obra e do que é ser escritor…



As palavras que generosamente nos dirigiu permitiram-nos confirmar o que tínhamos aprendido sobre a génese da obra Lembro-me, uma vez que, na nota prévia, João Pedro Mésseder nos diz:

«Escrevi este texto em 2012, por dever de memória. […]
Pretendi transmitir o testemunho de alguém que, em 25 de Abril de 1974, tinha acabado de fazer dezoito [anos].
Dirigia-me, assim, a um público já nascido e crescido num país onde as liberdades democráticas são uma realidade – cada vez mais ameaçadas, é certo, apesar de duramente conquistadas pela luta do povo ao longo de quarenta e oito anos de ditadura salazarista e marcelista.
Trata-se, pois, do testemunho de alguém que ainda conheceu razoavelmente o Portugal dos anos sessenta e setenta do século XX e se dirige a quem, pela sua juventude, já não pôde, felizmente, conhecer esse país cinzento e triste. […]
Escrevi este texto, por dever de memória.»
 

E a apresentação correu tão bem que mereceu um especial aplauso de João Pedro Mésseder:
 
                   


Na sessão de autógrafos, foi muito bom receber o elogio do autor pelo trabalho apresentado. 
 
                  

Resta-nos dizer que ler a obra Lembro-me, de João Pedro Mésseder, foi um enorme prazer. Tão grande que a quisemos dar a ler aos outros.

Por dever de memória!

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

«Dar Voz aos Afetos…»

Na cinzenta e chuvosa manhã do dia 13 de fevereiro, Florbela Espanca, William Shakespeare, Carlos Drummond de Andrade, Eça de Queirós e Fernando Pessoa iluminaram a nossa biblioteca, pela mão e pela voz dos sete mais recentes e corajosos elementos da Trupe Leal Conselheiro, dinamizada, como é sabido, pela alquimista e professora Ana Paula Santos.
À sua espera, encontravam-se os alunos do 9.º A, 9.º B e 9.º C
A expectativa era grande…







 Que bom foi ver e ouvir «A quadrilha», na deliciosa versão das alunas do 9.º C Clara Albino, Érica Pontes, Maria João Silva e Renata Cardoso
 
 


 
Conheces o texto?
 
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
 Carlos Drummond de Andrade
 

E que dizer da bela leitura encenada de um excerto da obra Romeu e Julieta, de William Shakespeare?
 





O Pedro Marta, aluno do 10.º C da ES D. Duarte,
 
 
 
 
deu-nos a conhecer um outro Eça, lendo este excerto de uma carta do autor à sua futura esposa:
 
Cada Dia que Passa me Aproxima de Si

Bom! Recebo neste instante a sua carta escrita à luz de uma só vela - e tenho de retirar tudo, tudo, tudo o que escrevi! Pois acabou-se! Não retiro. A minha querida dizia no outro dia que devíamos mostrar um ao outro todos os estados de espírito em que tivéssemos estado. Mostro-lhe, assim, que estive hoje, ontem, antes de ontem num estado de impaciência por uma palavra sua, gemendo e queixando-me de «ne voir rien venir». E mostro-lhe assim o desejo de ter todos os dias, ou quase todos, um doce, adorado, apetecido e consolador «petit mot». [...]
  Eça de Queirós,  Carta a Emília de Resende (1885) 
 
E foi mesmo Florbela em pessoa que nos brindou com a sua presença e nos fez felizes…


        [...]  Tu tens-me feito feliz, como eu nunca tivera esperanças de o ser. Se um dia alguém se julgar com direitos a perguntar-te o que fizeste de mim e da minha vida, tu dize-lhe, meu amor, que fizeste de mim uma mulher e da minha vida um sonho bom; podes dizer seja a quem for, a meu pai como a meu irmão, que eu nunca tive ninguém que olhasse para mim como tu olhas, que desde criança me abandonaram moralmente, que fui sempre a isolada que no meio de toda a gente é mais isolada ainda. Podes dizer-lhe que eu tenho o direito de fazer da minha vida o que eu quiser, que até poderia fazer dela o farrapo com que se varrem as ruas, mas que tu fizeste dela alguma coisa de bom, de nobre e de útil, como nunca ninguém tinha pensado fazer. Sinto-me nos teus braços defendida contra toda a gente e já não tenho medo que toda a lama deste mundo me toque sequer.
 
Florbela Espanca,  Correspondência (1920)

 
E vejam só este espantoso Fernando Pessoa…
 
 



e o que ele nos leu:
 
Bebezinho do Nininho-ninho
 
Oh!
 
Venho só quevê pâ dizê ó Bebezinho que gostei muito da catinha d’ella. Oh!
E também tive munta pena de não tá ó pé do Bebé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequinininho!
Hoje o Nininho não vae a Belem porque, como não sabia s’havia carros, combinei tá aqui às seis o’as.
Amanhã, a não sê qu’o Nininho não possa é que sahe d’áqui pelas cinco e meia (1) (isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bébé espera pelo Nininho, sim? Em Belém, sim? Sim?

jinhos, jinhos e mais jinhos
Fernando
31/05/1920
 
(1) No original, há aqui o desenho de uma meia.



Terminámos em beleza, pela mão do Pedro Bento, aluno do 10.º C , e do Fernando Santos, aluno do 12.º C, que nos garantiram que só quem nunca escreveu cartas de amor é que é ridículo…
 


 
 

Todas as cartas de amor


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Fernando Pessoa






Os aplausos foram mais do que merecidos!
Muito obrigado e muitos parabéns a todos!