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A mostrar mensagens de novembro, 2020

E DAS FOLHAS FIZEMOS HISTÓRIAS...

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  Trabalho realizado pela professora Raquel Sebastião As FÁBULAS  « A Cigarra e a Formiga », « O Leão e o Rato », « A Raposa e a Cegonha », « A Lebre e a Tartaruga », « O Burro carregado de Sal e o Burro carregado de esponjas », « O Corvo e a Raposa » são bem conhecidas de todos os alunos do 5.º ano , agora que acabaram de as estudar nas aulas da disciplina de Português. O que os alunos não sabiam era que, enquanto afanosamente se dedicavam a trabalhar estes textos nas suas aulas, a equipa da Biblioteca preparava uma surpresa para todos… Ora acontece que, entusiasmada com a avaliação muito positiva da exposição « Encontrar o Outono nas Folhas das Árvores... e dos Livros »  que, generosamente, muitos lhe quiseram fazer chegar, a equipa da Biblioteca continuou a «caçar inutilidades», isto é, a colecionar folhas de outono, e a Professora Raquel a fazer trabalhos assombrosos, agora com um pedido muito especial e verdadeiramente desafiante: que das folhas nascessem animai...

«Doce e modesta, a castanha»

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«[...] Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai dumas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem.  Só em novembro as agita uma inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços. Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver numa cama fofa a maravilha singular de que falo, tão desafetada que até no próprio nome é doce e modesta –  a castanha. Assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no janeiro glacial, aquece as mãos e a boca de pobres e ricos. Crua, engorda os porcos, com a vossa licença.[...]» Miguel Torga, Um Reino Maravilhoso (1941)

Encontrar o outono nas folhas das árvores… e dos livros

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  No início de setembro, J. Tolentino Mendonça publicou um assombroso texto, no qual, a dado passo, nos conta que, graças à luminosa orientação da sua professora, num dos primeiros anos de escola, “ encontrar o outono nas folhas ” se tornara para ele “uma tarefa pessoal importantíssima e depressa aquelas folhas amareladas e vermelhas, como se fixassem em si uma labareda, vieram a ser a [sua] primeira coleção, para desconcerto dos [seus] irmãos e primos, que seguiam com ironia e desespero aquele [seu] súbito arrebatamento de caçador de inutilidades.” Inspirada pelo poderoso exemplo que Tolentino Mendonça nos dá no seu texto, a equipa da biblioteca, consciente do enorme privilégio que é trabalhar numa escola rodeada de árvores e de cor, qual “caçadora de inutilidades”, procurou, também ela, encontrar o outono nas folhas das árvores… e dos livros. Nestes tempos agrestes e cinzentos que vivemos, quisemos partilhar com todos a nossa vontade de CELEBRAR A VIDA, HONRANDO A NATUREZA ...